Neutralidade

Carlos Afonso escreve no Oppi:

A neutralidade da Internet, como já alertava Lawrence Lessig há cinco anos, significa que os provedores de acesso e de infovias não podem controlar como os usuários utilizam a rede. Não podem censurar datagramas nem discriminar tipos de serviços pelos respectivos conteúdos (seja do cabeçalho ou de qualquer outra parte de qualquer datagrama).

Dois aspectos são abordados: A legalidade de espionar e o direito de intereferir no tráfego que passa pelos backbones das operadoras de telecomunicações. Vale a pena ler o artigo todo.

Algumas das coisas mais bacanas que surgiram na última década vieram atreladas a princípios que agora estão sendo ameaçados pela sanha da indústria. Doc Searls e David Weinbergen explicam nesse belo artigo (no original, ou traduzido) esse princípios e a natureza da ameaça:

  • A Internet não é complicada.
  • A Internet não é uma coisa, é um acordo.
  • A Internet é burra.
  • Adicionar valor à Internet reduz o seu valor.
  • Todo o valor da Internet cresce na sua periferia.
  • O dinheiro se muda para os subúrbios.
  • Não é o fim do mundo, é um mundo de pontas.
  • As três virtudes da Internet:
    • Ninguém é dono.
    • Todos podem usá-la.
    • Qualquer um pode melhorá-la.
  • Se a Internet é tão simples, por que tantos se enganam sobre ela?
  • Poderíamos parar de fazer certos erros imediatamente.

Vale a pena evocar uma passagem do artigo: As agências governamentais responsáveis pela alocação de espectro poderiam notar que o valor do espectro aberto é o mesmo valor real da Internet.
Quantos dias faltam para a decisão final sobre Wi-Max?

–saff

One Response to “Neutralidade”

  1. Paulo Lima Says:

    Será que o CA já conhece o Bandolo? Tratarei de avisá-lo.

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