Samhain

Between two worlds life hovers like a star,
‘Twixt night and morn, upon the horizon’s verge.
How little do we know that which we are!
How less what we may be! (…)
Lord Byron

Between two worlds life hovers like a star,
‘Twixt night and morn, upon the horizon’s verge.
How little do we know that which we are!
How less what we may be! (…)
Lord Byron
Fiquei sabendo recentemente que existe um projeto para filmar ‘Flicker’ de Theodore Roszak. Trata-se de um romance onde aos poucos vai se descobrindo um mistério envolvendo um diretor de filmes “B”, Max Castle, um refugiado alemão da segunda guerra mundial. A história se desenrola até a época atual, tomando proporções épicas e sinistras, com um desfecho … hmmm… supreendente.
Um dos pontos altos do livro é a quantidade de referências a filmes, atores, curiosidades e fofocas do cinema do temos gloriosos de hollywood que vão surgindo à medida em que o personagem principal avança em suas investigações, e como elas se encaixam na trama da história. Um belo trabalho de pesquisa. Você termina o livro morrendo de vontade de assistir aquela lista de filmes antigos.
Roszak, um controverso intelectual que tem no currículo um estudo sobre a formação da contracultura, além de uma série de livros new age sobre ecopsicologia e como a degradação do meio ambiente influencia na psique da humanidade, também consegue bons momentos na voz de Claire, uma proprietária de uma sala de exibição, falando sobre hollywood, “cinema de autor”, e outros temos onde o autor navega confortávelmente…
Tenho sérias dúvidas se o filme vai conseguir capturar essas nuances em duas horas e pouco de exibição. Darren “pi” Aronofsky tem um belo trabalho à frente, torço para que o resultado seja bom.
–saff
No último dia 28 , um evento no museu da história do computador celebrou os 30 anos de criptografia de chave pública. Ou de seu uso civil.
Ao contrário da chave simétrica (como a Enigma, da foto), a criptografia de chave pública, ou assimétrica, permite a duas partes se comunicarem de forma segura sem a necessidade de anteriormente combinarem uma senha secreta.
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–saff
Em Roma, acontece o I Congresso de Comunicação para o Desenvolvimento. De lá escreve Paulo Lima, no c’est ça:
Estamos tratando aqui de independência dos meios de comunicação com uma pressuposição de acordos e de existência de um só modelo de mídia a se implementar. Um modelo que se diz independente e é completamente dependente dos interesses comercias dos proprietários dos meios. De que independência então estamos tratando? (…) A independência em relação aos doadores e ao Estado deve ser tratada como o mesmo tipo de problema que é a dependência em relação aos interesses comerciais dos conglomerados de mídia. Trata-se, portanto de reafirmar a necessidade de pluralidade, a importância dos meios alternativos e de formação de jornalistas realmente independentes e capazes de apresentar seus pontos de vista sobre os problemas aos quais se dedica.
Isso e mais, lá.
–saff