Hi Lo
A moça improvável comentou em seu blog sobre essa coisa de se perder e se achar. Sobre os descaminhos dentro do caminho.
Tudo bem que todo post de blog é metáfora, ela provávelmente estava passando instruções para orientar a esquadra inimiga, prestes a invadir na próxima quinta-feira de mês ímpar de ano bissexto. Ou estava divulgando a fórmula secreta do biscoito Globo. Algo verdadeiramente importante …
E se não for conhaque com blues é o que então?
Uns acham que a solução para tudo no mundo está no Golfe. Voltaremos a isso outro dia. Mas considere essa outra possibilidade: Pôquer.
Acho que para se encontrar, se está verdadeiramente disposta, deve tentar algo assim meio Tim Powers. Uma partida de pôquer (de preferencia um 7-card stud) contra você mesma, usando um baralho de Tarot.
Mas como isso vai te ajudar nessa jornada inteiror? Como vai facilitar a busca do Caminho?
É que não se joga pôquer sem blefar. Nesse pôquer solitário, blefar para si próprio vira auto-conhecimento, e o Tarot funciona como uma gramática simbólica, que reflete e ao mesmo expande suas conclusões.
Esquece o conhaque. Pra acompanhar essa partida, um bom Laphroaig, lógico.
(tudo isso parece ser uma grande bobagem, E é óbvio que é. Mas o que vocês não sabem é que a mensagem aqui mesmo é a fórmula do Halls preto)
Um bom ano pra você, e boa semana a todos.
–saff


November 6th, 2007 at 9:23 am
Não sei não, mas acho que esse pôquer solitário deveria ser acompanhado por um bom suco ou uma água gelada. Porque com Laphroaig, nem a ressaca vai sobrar no outro dia e as cartas não repetem os ensinamentos, não se pode correr o risco de acabar perdendo.
Mas não se preocupe: o peso das décadas não me deixa mais ter medo do Halls preto. E um ótimo ano para todos nós, mesmo com esse novembro atípico, de chuva e céu de chumbo.